Bulário Clínico Inteligente

Doxymax Pet

UCBVET Saúde Animal · Antibacteriano · receita simples

  • canino
  • oral

Indicações

É utilizado para tratar infecções provocadas por microrganismos sensíveis à doxiciclina, incluindo os intracelulares, como a Erliquiose canina (Ehrlichia canis), além de infecções causadas por Staphylococcus aureus, Streptococcus sp, Escherichia coli, Pasteurella multocida, Klebsiella pneumoniae e Leptospira interrogans sorovar canicola.

Posologia

Administração via oral. Deve ser administrado na dose 5 mg/Kg de peso corpóreo, a cada 12 horas, durante 7 dias consecutivos. Para a Erliquiose canina o tratamento será por 21 dias ou a critério do Médico Verinário.

Contraindicações

O uso da doxiciclina é contraindicado em animais com histórico de hipersensibilidade à droga. Não administrar o produto com prazo de validade vencido.

Princípios ativos

Apresentações

Apresentação
25 mg, comprimido (14 un)
50 mg, comprimido (14 un)
100 mg, comprimido (14 un)

Restrições de idade/peso

Pode causar retardo no desenvolvimento fetal sendo, portanto, contraindicada durante a prenhez e durante os primeiros 30 dias de vida.

Farmacologia / Modo de ação

A doxiciclina pertence ao grupo das tetraciclinas, agentes bacteriostáticos que inibem a síntese proteica por se ligar reversivelmente a subunidade 30S do ribossomo dos microrganismos susceptíveis. Acredita-se também que as tetraciclinas se ligam a subunidade 50S do ribossomo e, adicionalmente alteram a permeabilidade da membrana plasmática em organismos susceptíveis. Apesar de possuírem menor afinidade aos ribossomos dos mamíferos, em altas concentrações, as tetraciclinas também podem inibir a síntese de proteínas desses. A doxiciclina difere da oxitetraciclina e da clortetraciclina por ser de 5 a 10 vezes mais lipofílica, caracterizando maior penetração nos tecidos, maior volume de distribuição e melhores propriedades antimicrobianas já que essa característica resulta em grande atividade contra microrganismos susceptíveis de permanência intracelular devido a sua alta penetração nas células.

A doxiciclina é bem absorvida após administração oral, podendo ser reduzida em 20% pela presença de alimentos ou produtos lácteos no trato gastrintestinal, porém essa redução não é considerada de importância clínica. Devido a sua maior lipossolubilidade, a doxiciclina penetra nos tecidos e fluidos melhor que a tetraciclina ou oxitetraciclina, incluindo o sistema nervoso central, próstata e olhos. A ligação a proteínas plasmáticas varia dentre as espécies, sendo de aproximadamente 75-86% em cães. A droga é primeiramente eliminada pelas fezes por via não biliar na forma inativa. A inativação parcial da doxiciclina parece ocorrer no intestino por quelação e então é excretada no lúmen intestinal. A excreção por via renal pode chegar a 25% da dose administrada, e a excreção biliar menos de 5%. A vida média da doxiciclina em cães é de aproximadamente 24 horas (10 a 43h) e o clearance de 1,7 mL/kg/min. A doxiciclina não é acumulada em pacientes com disfunção renal.

Efeitos colaterais

O uso da doxiciclina pode eventualmente causar náuseas e vômitos. A administração da droga junto ao alimento pode minimizar este efeito sem que sua absorção seja comprometida.

Interações

  • A absorção de doxiciclina é diminuída quando associada a soluções que contenham cálcio, magnésio, alumínio, ferro, zinco e bismuto, como antiácidos e catárticos salinos.
  • As tetraciclinas em geral podem interferir na atividade bactericida das penicilinas, cefalosporinas e aminoglicosídeos.
  • Barbitúricos reduzem a meia-vida da doxiciclina diminuindo seus níveis plasmáticos.
  • A associação de doxiciclina e varfarina leva a um aumento no tempo de protrombina.

Armazenamento

Conservar sempre o produto em sua embalagem original, fechada e em local seco, ao abrigo da luz e umidade. Não armazenar junto a produtos tóxicos.

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