Bulário Clínico Inteligente

Dexdomitor

Zoetis · Sedativo · receita controlada

  • canino
  • felino
  • IM
  • IV
  • Apresentações 1 apresentação

Indicações

Sedação e analgesia em cães e gatos para procedimentos e exames de dor leve a moderada, incluindo exames não invasivos, tratamentos dentários e cirurgias menores, como exames radiográficos, limpeza dentária, higienização auricular, suturas, remoção de pequenos tumores e debridamento de feridas. Uso como medicação pré-anestésica em cães antes da indução e manutenção da anestesia geral. A eficácia e segurança foram avaliadas com a administração de Dexdomitor 20 minutos antes da indução com propofol ou tiopental, com ou sem anestesia mantida com isofluorano. Uso também como medicação pré-anestésica em gatos, antes da anestesia geral com cetamina.

Contraindicações

Não utilizar em cães e gatos com menos de 2 Kg de peso; Não administrar em animais com doenças cardiovasculares ou com hipóxia, bradicardia ou hipotensão preexistentes; Não administrar em animais com distúrbios respiratórios, hepáticos ou renais, com doenças sistêmicas severas, debilitados ou em choque; Não administrar em animais idosos, já que a segurança do uso do produto nestes animais não foi avaliada; Não utilizar em casos de hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo ou a qualquer outra substância da fórmula.

Princípios ativos

Restrições de idade/peso

Não utilizar em fêmeas prenhes ou lactantes, em animais destinados a reprodução ou em idosos, já que a segurança do uso do produto nestes animais não foi avaliada;

Composição

Cada 1,0 mL contém: Cloridrato de Dexmedetomidina 0,5 mg Veículo q.s.p. 1,0 mL

Efeitos colaterais

  • Devido a sua atividade alfa-2 adrenérgica, a dexmedetomidina provoca diminuição da frequência cardíaca e respiratória e da temperatura corporal.
  • A pressão sanguínea tende a elevar-se no início (em virtude da vasoconstrição periférica) para, posteriormente, voltar à normalidade ou a valores mais baixos.
  • A vasoconstrição também pode promover a ocorrência de membranas mucosas pálidas ou levemente cianóticas.
  • Podem ocorrer casos isolados de hipersensibilidade e resposta paroxística (excitação), além de depressão das funções motoras e secretórias do trato gastrointestinal, diurese, hiperglicemia e efeitos na secreção de alguns hormônios - a estimulação dos receptores alfa-2 adrenérgicos diminui a liberação de norepinefrina central e perifericamente, consequentemente diminuindo a atividade simpática do sistema nervoso central, bem como reduzindo a concentração de catecolaminas circulante e outros hormônios de estresse.
  • A ocorrência de vômito é frequente após a administração do produto (5 a 10 minutos), embora possa ocorrer também durante o período de recuperação.
  • Tremores musculares podem ocorrer durante a sedação, especialmente em cães.
  • Quando a dexmedetomidina e a cetamina são usadas sequencialmente, com um intervalo de 10 minutos, gatos podem ocasionalmente apresentar bloqueio atrioventricular ou extra-sístole.
  • Eventos respiratórios esperados são bradipnéia, padrão respiratório intermitente, hipoventilação e apnéia.
  • Em testes clínicos, a incidência de hipoxemia foi comum, especialmente nos 15 primeiros minutos da anestesia com dexmedetomidina-cetamina.
  • Também foram reportados vômito, hipotermia e nervosismo, após essa associação.
  • Quando a dexmedetomidina é utilizada como medicação pré-anestésica em cães, pode ocorrer: bradipnéia, taquipnéia e vômito.
  • Bradi e taquiarritmias foram relatadas, e incluem bradicardia sinusal profunda, bloqueio átrio-ventricular de 1º e 2º grau e parada sinusal.
  • Em casos raros, pode-se observar complexos supraventriculares e ventriculares prematuros, pausa sinusal e bloqueio atrioventricular de 3º grau.

Interações

Isoflurano

Efeito terapêutico aumentado do Cloridrato de Dexmedetomidina Midazolam

Efeito terapêutico aumentado do Cloridrato de Dexmedetomidina Propofol

Efeito terapêutico aumentado do Cloridrato de Dexmedetomidina

Recomendações

  • INTOXICAÇÃO E PRECAUÇÕES EM SERES HUMANOS: Devido à potente atividade farmacológica da dexmedetomidina, recomenda-se que o contato do produto Dexdomitor com pele e mucosas seja evitado.
  • Recomenda-se a utilização de luvas impermeáveis durante a manipulação e administração do produto.
  • No caso de contato do produto com pele ou mucosa, lavar abundantemente com água.
  • No caso de auto-injeção ou ingestão acidental, procurar ajuda médica imediatamente, levando consigo a bula ou embalagem do produto.
  • Sintomas da absorção de dexmedetomidina incluem sedação dose-dependente, boca seca e redução de pressão sanguínea e frequência cardíaca.
  • Pessoas com sabida hipersensibilidade ao ativo ou qualquer dos excipientes da fórmula, devem administrar o produto com cuidado, e utilizar luvas impermeáveis ao manipulá-lo.

Informações para uso médico

CÃES: Em caso de overdose, ou se os efeitos da dexmedetomidina se tornem potencialmente letais, o antagonista apropriado é o atipamezole, em uma dose 10 vezes a dose inicial de dexmedetomidina (microgramas/Kg p.v. ou microgramas/m2 de área corporal). O volume de atipamezole a ser administrado, na concentração de 5 mg/mL, é igual ao volume administrado de Dexdomitor, independente da via de administração deste. GATOS: Em caso de overdose, ou se os efeitos da dexmedetomidina se tornem potencialmente letais, o antagonista apropriado é o atipamezole, administrado via intramuscular, na seguinte dose: 5 vezes a dose inicial de dexmedetomidina em microgramas/Kg p.v..

Armazenamento

Deve ser mantido em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C) e protegido da luz solar. Após a retirada da primeira dose, utilizar todo o conteúdo dentro de 30 dias.

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