Bulário Clínico Inteligente

Cortvet Pet

UCBVET Saúde Animal · Anti-inflamatório esteroidal · receita simples

  • canino
  • oral

Indicações

É utilizado como anti-inflamatório em diferentes condições inflamatórias, atuando na inibição da Prostaglandina E2 e na redução do exsudato inflamatório. A dexametasona é eficaz no tratamento de afecções cutâneas e manifestações de hipersensibilidade.

Posologia

Administrar por via oral. A posologia adequada deverá ser determinada de acordo com o porte do animal e com a gravidade da afecção.

Contraindicações

Contraindicado em casos de infecções sistêmicas, histórico de hipersensibilidade à dexametasona. Deve ser evitada ou utilizada com muita cautela em casos de úlceras gastrintestinais, pancreatite, diabetes mellitus e doenças renais.

Princípios ativos

Apresentações

Apresentação
0,5 mg, comprimido (10 un)
1,0 mg, comprimido (10 un)

Restrições de idade/peso

Contra-indicada para cadelas prenhes.

Farmacologia / Modo de ação

De forma geral, os glicocorticoides provocam efeitos metabólicos diversos no organismo, como por exemplo, aumentando a disponibilidade de glicose, o catabolismo proteico e a lipólise. Sua ação anti-inflamatória atua principalmente sobre os leucócitos, inibindo a liberação de mediadores químicos, responsáveis pelo processo. A dexametasona, em sua atividade imunodepressora, diminui tanto a função dos macrófagos em apresentar antígenos, quanto a função dos linfócitos T, inibindo seus efeitos imunomediadores. Esta atividade do princípio ativo de Cortvet Pet também possui fins terapêuticos.

A dexametasona é rapidamente absorvida após administração oral. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 190 minutos e sua ligação a proteínas plasmáticas é menor quando comparada ao cortisol endógeno, possibilitando maior difusão nos tecidos. A metabolização da dexametasona ocorre no fígado e seus metabólitos inativos são excretados na urina.

Efeitos colaterais

  • O uso crônico de glicocorticoides, principalmente em altas doses, pode levar ao aparecimento de sinais de hiperadrenocorticismo e agravar o efeito imunossupressor.
  • Quando necessário, a suspensão da medicação nestes casos deverá ser realizada de modo gradual, com esquema regressivo de dosagem, para que a função endócrina retorne lentamente.
  • Reações adversas geralmente estão associadas ao uso prolongado de corticosteroides, especialmente em casos de doses elevadas.
  • Os efeitos se manifestam com sinais clínicos da Síndrome de Cushing.
  • Glicocorticoides podem retardar o crescimento de animais jovens, bem como interferir no processo de cicatrização de feridas e fraturas.
  • Em cães pode ser observado poliúria, polidipsia e polifagia.
  • Outros efeitos adversos em cães incluem apatia, pelo ressecado, vômito, diarreia, aumento das enzimas hepáticas, pancreatite, ulcerações gastrintestinais, lipidemias, aparecimento ou agravamento da diabetes mellitus, perda de massa muscular e mudanças no comportamento.
  • O aparecimento de eventos adversos associados a doses imunossupressoras são mais comuns.

Interações

  • A administração da dexametasona associada à anfotericina B e a diuréticos espoliadores de potássio pode causar hipocalemia.
  • Barbitúricos, efedrina, fenitoína e rifampicina podem diminuir os níveis sanguíneos de dexametasona.
  • Agentes anticolinesterásicos devem ser utilizados pelo menos 24 horas antes do uso da dexametasona.
  • A dexametasona pode reduzir os níveis de ácido acetilsalicílico e diazepam.
  • Ciclosporina, cetoconazol (e outros antifúngicos azólicos) e antibióticos macrolídeos elevam a concentração plasmática da dexametasona.
  • O uso concomitante a outros anti-inflamatórios não esteroidais pode aumentar a incidência de úlceras gástricas e sangramento gastrintestinal.
  • O estrógeno pode potencializar os efeitos dos glicocorticoides.Deve-se evitar a aplicação de vacinas com vírus atenuado durante a terapia com glicocorticoides, principalmente quando são utilizadas doses imunossupressoras.

Recomendações

  • A dose ideal, bem como o intervalo entre doses e duração do tratamento, deverão ser instituídos de modo a atingir a dose mínima efetiva, após avaliação individualizada da severidade da afecção, tolerância e porte do cão, seguindo orientação do Médico Veterinário.
  • Não ultrapassar a dose diária de 1,5 mg por animal.
  • Não administrar o medicamento sem a orientação do Médico Veterinário, somente ele terá condições de determinar a melhor dose e duração do tratamento.

Armazenamento

Conservar a temperatura ambiente (15°C a 30°C) ao abrigo da luz solar direta, fora do alcance de crianças e animais domésticos.

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